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Santa Maria

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O Himalaia inteiro

De vez em quando, e pena que não é sempre, quando estou em silêncio para meditação, contemplação e oração, sinto como se meu corpo flutuasse, meus pés saíssem do chão e eu perdesse todas as minhas referências. Tenho a estranha sensação de que fui gentil e suavemente puxado para um não-lugar: já não sei se estou em pé, sentado ou deitado, nem mesmo tenho qualquer lembrança do lugar onde me encontrava quando mergulhei na quietude. Não escuto nada ao redor e sequer percebo um único pensamento a boiar em minha mente. Resta apenas um estado de alegria, serenidade e paz indescritível e fugaz. Parece que, por alguns segundos, fui colocado a viajar dentro de uma translúcida bolha de sabão, e no mesmo instante em que sou invadido por essa sensação, ela se dilui, tão rápida e magicamente como estoura a bolha de sabão. A coisa deve demorar uma questão de segundos, menos até, mas seu impacto perdura muito mais. Sinto como se por um instante eu tivesse saído do tempo e penetrado a eternidade ou como se a eternidade tivesse penetrado em mim. O máximo a que posso comparar é a sensação de que fui fundido com tudo e todos, arremessado para uma dimensão sem fronteiras, quase como se momentaneamente me tivesse perdido de mim mesmo e me ligado a tudo o mais – nada me é estranho e nenhum lugar é distante. A melhor expressão que encontrei para descrever essa experiência me apareceu numa troca de correspondência entre Sigmund Freud e seu amigo Romain Rolland. Os dois comentavam as ideias de Freud a respeito da religião e Rolland responde que sabia existir “um sentimento peculiar, que ele mesmo jamais deixou de ter presente em si, que vê confirmado por muitos outros e que pode imaginar atuante em milhões de pessoas. Trata-se de um sentimento que ele gostaria de designar como uma sensação de ‘eternidade’, um sentimento de algo ilimitado, sem fronteiras – ‘oceânico’, por assim dizer” [citado por Freud em sua obra O mal estar da civilização]. Esse “sentimento oceânico” é o que me ocorre quando penso em “coração que abraça o mundo”.* A noção enraizada de que sou um com tudo e com todos. A possibilidade de me enxergar em cada ser humano particular e em todos apesar e justamente em razão de sua diversidade universal. Continuo sendo eu mesmo, mas o outro já não me é distinto: eu sou ele também, ele está em mim e eu nele – radicalidade do amor ao próximo. Aparece a responsabilidade de me perceber integrado à natureza e fazer parte da teia da vida que flui e sustenta a natureza criada. Nascem em mim os cheiros das flores, a selvagem força e a docilidade dos bichos, todos os sabores no meu paladar. Acontece o paradoxo de me acreditar único, distinto de toda a realidade ao meu redor e, ao mesmo tempo, um grão vital em unidade com todo o universo em seus mínimos detalhes e sua imensidão. Acredito que existe mesmo um portal que atravessamos quando somos agraciados por esta epifania – visita e manifestação do divino, que nos remete ao vão do tempo, e experimentamos no corpo, nas emoções e na profundidade da consciência o fato de vivermos imersos em Deus: “nEle somos, nos movemos e existimos”, disseram os poetas gregos e Paulo apóstolo concordou. Uma vez experimentando a unidade com Deus, abraçamos o mundo, pois o mundo todo vive no eterno abraço de Deus. * “Coração que abraça o mundo” foi o tema da Campanha de Natal da Ibab em 2009, quando escrevi esse texto após ser arrebatado pelos seguintes versos da canção de Jorge Vercillo: O mundo inteiro está guardado em mim / De Sarajevo aos templos de Pequim / O mundo inteiro esta mudado em mim / Desde soweto, aos muros de Berlim. Compartilhe:

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Conheça Sua Bíblia

“Se um autor, vindo de uma província perdida no meio de um continente desconhecido, chegasse a um editor com um manuscrito escrito em uma língua misteriosa e anunciasse que sua obra seria traduzida em 1.435 línguas e dialetos; que seria lida durante dois milênios por centenas de milhões de leitores de todos os continentes, entre todas as nações da terra; que ela inspiraria a fundação de três religiões universais, de milhares de confissões e seitas; que provocaria revoluções e guerras, e ao mesmo tempo suscitaria com semelhante intensidade entregas místicas e heroísmos nunca vistos; que, dois ou três milênios após ter sido escrita, ela continuaria a ser vendida em todo o mercado editorial do mundo, com edições de milhões de exemplares por ano; e que, enfim uma enorme parte da humanidade veria nela um último recurso e sua única esperança de salvação, é preciso dizer como ele seria recebido? Compartilhe:

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Doação de Medula Óssea

No dia 28 de novembro de 2010, 602 frequentadores da IBAB se cadastraram como doadores de Medula Óssea. As estatísticas indicam que apenas um entre 100 mil cadastrados é identificado como doador compatível com alguém na lista de necessitados de receber a doação. Cadastrar-se é um gesto simples, mas cheio de significado, e pode salvar uma vida. Vivemos para servir a Cristo, servindo pessoas, para a glória de Deus. Assita o vídeo: Para mais informações sobre Doação de Medula Óssea, acesse: http://www.ameo.org.br Compartilhe:

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