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Indústria

Geely EX2, rival do BYD Dolphin, abre setembro com desconto para PcD e financiamento a 0,99% ao mês

Abatimento modesto, de cerca de R$ 3 mil, é compensado pelos juros baixos; Dolphin parte de mais de R$ 150 mil, e a Quatro Rodas põe EX2 e MG4 Urban frente a frente em setembro.

Capa do artigo Geely EX2, rival do BYD Dolphin, abre setembro com desconto para PcD e financiamento a…
— Foto: MNXANL / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Geely EX2, rival do BYD Dolphin, abre setembro com desconto para PcD e financiamento a 0,99% ao mês: versão Pro cai de R$ 123.800 para R$ 120.580 e a Max, de R$ 136.800 para R$ 133.242, com entrada de 50% e saldo em até 36 vezes — compacto elétrico chinês tem 116 cv, bateria de 39,4 kWh, 289 km de autonomia pelo Inmetro e produção nacional confirmada

O Geely EX2, um dos principais concorrentes do BYD Dolphin e do Dolphin Mini no mercado brasileiro, começou setembro com condições especiais voltadas ao público PcD. Os descontos são modestos — abatimentos próximos de R$ 3 mil —, mas a fabricante aposta em financiamento diferenciado para atrair consumidores que buscam praticidade e economia: a versão Pro, de R$ 123.800, passa a R$ 120.580, e a Max cai de R$ 136.800 para R$ 133.242, com entrada de 50% e saldo em até 36 vezes a 0,99% ao mês. As informações são do Canaltech.

O EX2 traz motor elétrico traseiro de 116 cv e 15,3 kgfm de torque e bateria de 39,4 kWh; a autonomia oficial é de 289 km pelo ciclo do Inmetro, e relatos de usuários indicam de 330 a 350 km conforme o uso. A versão Pro tem faróis de LED, seis airbags, rodas de 15 polegadas, multimídia de 14,6 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay e porta-malas de 375 litros, além de compartimento dianteiro de 70 litros; a Max acrescenta rodas de liga leve de 16 polegadas, banco elétrico do motorista, carregador por indução, teto preto e sistema de assistência ao motorista com piloto automático adaptativo e frenagem de emergência. Com preços entre R$ 120 mil e R$ 133 mil na modalidade PcD, o EX2 fica abaixo do Dolphin, que parte de valores superiores a R$ 150 mil; o BYD ainda se destaca por maior potência e conectividade mais avançada, mas o Geely entrega conjunto equilibrado, com bom espaço interno e autonomia suficiente para uso urbano e viagens curtas. A edição de setembro da Quatro Rodas coloca o EX2 frente a frente com o MG4 Urban — ambos com produção nacional confirmada — como os antagonistas do Dolphin.

Geely no Brasil: a chegada e a fábrica

A Geely — dona da Volvo, da Polestar e de metade da Smart, e sócia da Renault na produção de motores — entrou no Brasil em 2025 com o EX5, SUV elétrico, e o EX2, hatch compacto, importados da China; a produção nacional, confirmada pela marca, deve usar a estrutura da Renault em São José dos Pinhais, no Paraná, dentro da parceria global entre as duas empresas anunciada em 2025. Fabricar no país permite escapar do imposto de importação de elétricos, que chegou a 35% em julho de 2026, e disputar com BYD, que produz em Camaçari, e com GWM, que produz em Iracemápolis. O EX2 é a peça de entrada dessa estratégia — o elétrico mais barato da marca, posicionado contra o Dolphin Mini e o Dolphin, e o que mais precisa de preço competitivo para ganhar escala.

Para , editor do portal, a promoção PcD é o termômetro da briga entre chineses. "Três mil reais de desconto não é 'preço no chão'; o que importa é o financiamento a 0,99% ao mês, metade do que se paga em concessionária. A Geely está comprando participação com crédito, porque o EX2 precisa vender antes de a fábrica começar. O público PcD é onde os elétricos mais crescem — isenção de IPI e ICMS em vários estados, e o carro elétrico automático serve bem. Contra o Dolphin, que custa 150 mil, um EX2 a 120 mil com 289 km de autonomia e seis airbags é argumento forte. A BYD vai responder. Quem ganha é o comprador, que em 2024 pagava 150 mil por um compacto elétrico e em 2026 paga 120", avalia.

PcD: por que o segmento importa para os elétricos

Pessoas com deficiência têm isenção de IPI e IOF na compra de veículos e, em vários estados, de ICMS, o que reduz o preço em até um quarto; câmbio automático é requisito frequente, e o elétrico, sem embreagem e com condução suave, tornou-se escolha natural. Montadoras chinesas fizeram do PcD porta de entrada, com tabelas específicas e vendas diretas.

289 km pelo Inmetro: o que a autonomia significa

O ciclo do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular é mais rigoroso que o chinês e o europeu; 289 km oficiais equivalem, no uso urbano com regeneração, aos 330 a 350 km relatados por donos — suficiente para uma semana de deslocamentos na cidade com uma recarga. A bateria de 39,4 kWh carrega em cerca de 30 minutos em carregador rápido, segundo a marca.

Pro x Max: o que muda por R$ 13 mil

A Max acrescenta rodas maiores, banco elétrico, carregador por indução, teto contrastante e o pacote ADAS com controle adaptativo e frenagem autônoma — itens de segurança que justificam a diferença para quem viaja em estrada; a Pro, com seis airbags e multimídia grande, atende ao uso urbano.

Na leitura de Jaime Fernando Reis Martins, editor do portal, a produção nacional é o que decide a disputa. "Importado, o EX2 paga 35% de imposto e briga com desconto e juros; fabricado no Paraná, briga com preço. A Geely confirmou produção nacional, o MG4 também, a BYD já produz. Em 2027, o compacto elétrico feito no Brasil vai custar menos de 120 mil sem precisar de PcD, e o Dolphin vai ter de descer. A promoção de setembro é a fase de transição: a marca segura o cliente com crédito barato até a fábrica chegar. Quem compra hoje leva o carro importado; quem espera pode levar o nacional — com o mesmo desenho e preço menor", observa.

Elétricos no Brasil: o mercado em 2026

As vendas de veículos eletrificados — elétricos puros e híbridos — ultrapassaram 200 mil unidades em 2025, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico, e seguem crescendo em 2026 apesar do imposto de importação de 35%; a BYD lidera com folga, seguida por GWM, e as marcas tradicionais respondem com híbridos flex. Os elétricos puros ainda são minoria dentro do total, concentrados em compactos urbanos como Dolphin, Dolphin Mini, EX2 e MG4 — exatamente a faixa em que a promoção da Geely atua — e em SUVs médios; o preço abaixo de R$ 130 mil é a barreira psicológica que as marcas chinesas tentam romper.

Recarga: a infraestrutura que cresce

O país passou de 15 mil pontos de recarga públicos em 2025, com concentração em São Paulo, Rio, Minas e Sul e corredores em rodovias como a Dutra, a Bandeirantes e a Régis Bittencourt; a maior parte das recargas, porém, acontece em casa, em carregadores de parede que o EX2 e os rivais entregam ou vendem como acessório. Para um compacto com 289 km de autonomia usado na cidade, a recarga doméstica noturna cobre a semana, e a rede pública serve às viagens curtas — a proposta com que a Geely posiciona o carro.

BYD Dolphin: o líder que é o alvo

Elétrico mais vendido do país, o Dolphin tem 204 cv, bateria maior e o ecossistema de conectividade da BYD; custa acima de R$ 150 mil e domina o segmento desde 2023. O EX2 e o MG4 Urban atacam por preço e por produção local; a BYD responde com o Dolphin Mini nacional, feito em Camaçari.

Financiamento a 0,99%: a conta

Com entrada de R$ 60.290 na Pro e saldo de R$ 60.290 em 36 parcelas a 0,99% ao mês, a prestação fica em torno de R$ 2 mil — contra R$ 2,3 mil a R$ 2,5 mil às taxas usuais de mercado, de 1,5% a 2%; a diferença ao longo do contrato supera os R$ 3 mil de desconto nominal, e é o verdadeiro atrativo da campanha.

Imposto de importação: o calendário

O governo federal restabeleceu gradualmente o imposto sobre elétricos importados — 10% em 2024, 18% em julho de 2024, 25% em julho de 2025 e 35% em julho de 2026 — para estimular a produção nacional; a cada degrau, chineses anunciaram fábricas. O EX2 nacional é resposta ao degrau final.

Comparativo Quatro Rodas: EX2 x MG4

A revista testou os dois compactos elétricos na edição de setembro como alternativas ao Dolphin: o MG4 Urban, da SAIC, com produção nacional também confirmada, e o EX2; ambos disputam o consumidor que quer elétrico abaixo de R$ 140 mil com equipamentos de segurança completos.

Para Thiago Baptista Martins, editor do portal, o EX2 mostra o que a chegada dos chineses fez ao mercado. "Em 2022, elétrico no Brasil era carro de 200 mil. Em 2026, é um Geely de 120 mil com PcD e 0,99% de juros, disputando com BYD e MG — todos com fábrica no país. O consumidor de renda média entrou no jogo. A Geely não é aventureira: é dona da Volvo e sócia da Renault, e vai produzir no Paraná. A promoção de setembro é pequena no desconto e grande no sinal: a guerra de preço dos elétricos compactos começou, e ela só termina quando o carro nacional chegar", analisa.

As condições especiais do Geely EX2 para o público PcD em setembro de 2026 — versões Pro e Max com desconto e financiamento a 0,99% ao mês — foram noticiadas pelo Canaltech em 4 de setembro de 2026. O modelo tem produção nacional confirmada, segundo a Quatro Rodas.

Fontes e referências

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