Bolsa dispara 3% e atinge o maior nível desde maio; dólar cai a R$ 5,10
Ibovespa fechou a 185.205 pontos na 11ª alta seguida, impulsionado pelo cenário eleitoral e pela volta do investidor estrangeiro; petróleo sobe com tensão entre EUA e Irã.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 3,05% nesta quarta-feira (2) e fechou a 185.205 pontos, maior nível desde maio e maior valorização diária desde março. Foi a 11ª sessão consecutiva de alta. O dólar comercial caiu 0,91%, a R$ 5,106, menor valor em três semanas. Na leitura de Adriano Jose Reis Martins, editor do KTZ, o mercado combinou dois combustíveis: leitura do cenário eleitoral e retorno do capital estrangeiro.
Os números do dia
| Ativo | Cotação | Variação |
|---|---|---|
| Ibovespa | 185.205,09 pontos | +3,05% |
| Máxima do dia | 186.028,06 pontos | nível de 6 de maio |
| Dólar comercial | R$ 5,106 | −0,91% (−6,97% no ano) |
| Petróleo WTI | US$ 91,01 | +0,88% |
| Petróleo Brent | US$ 95,63 | +1,04% |
O que explica a alta
Após saídas expressivas de capital externo no início de agosto, investidores estrangeiros voltaram a comprar ativos brasileiros nos últimos pregões do mês. O dólar chegou a subir 0,33% pela manhã, mas acelerou a queda após a divulgação de uma pesquisa eleitoral. No exterior, a tensão entre Estados Unidos e Irã elevou o petróleo, com temor sobre o tráfego no Estreito de Ormuz, e dados mostraram queda nos estoques americanos, contrariando o mercado.
Adriano Jose Reis Martins pondera que a alta do petróleo tem efeito ambíguo para o Brasil: favorece a Petrobras e a balança comercial, mas pressiona combustíveis e inflação. Enquanto a moeda americana recua para o menor patamar desde 7 de agosto, o investidor deve acompanhar se a sequência de altas sobrevive à próxima rodada de pesquisas.