Pular para o conteúdo
Mercado

Quanto custa trocar a placa cinza pela padrão Mercosul?

Detran-SP passou a usar autorização de estampagem vinculada à Ufesp; a troca pode ser voluntária, e o valor final depende do estado e da empresa escolhida.

Capa do artigo Quanto custa trocar a placa cinza pela padrão Mercosul?
— Foto: MERCOSUL/MERCOSUR / Wikimedia Commons (Public domain)

Quanto custa trocar a placa cinza pela padrão Mercosul? Em São Paulo, o Detran cobra R$ 469,91 se o veículo ainda não foi licenciado no ano e R$ 295,83 se já foi — acima dos R$ 452,79 e R$ 285,05 de 2025 —, sem contar a confecção da placa, contratada com estampadora credenciada e sem preço nacional único; no Rio Grande do Sul, a vistoria de veículo médio custa R$ 114,11 mais a estampagem, e a troca é obrigatória em transferência, mudança de município ou estado, perda, furto ou dano

A troca da antiga placa cinza pela placa padrão Mercosul continua sendo necessária em algumas situações previstas pela legislação de trânsito; em outras, o proprietário pode optar pela mudança de forma voluntária. O procedimento envolve etapas no Detran e a contratação de uma empresa estampadora credenciada — e o preço não é igual em todo o Brasil: além das taxas do órgão de trânsito, é preciso considerar o valor da própria placa, que varia conforme o estado e a empresa responsável pela estampagem. As informações são do Canaltech.

A placa Mercosul não precisa ser instalada apenas quando o carro muda de dono: transferências de propriedade, mudança de município ou estado, perda, furto ou dano da placa antiga estão entre as situações que exigem a atualização, e também existe a possibilidade de fazer a troca voluntariamente. Em São Paulo, os valores administrativos informados pelo Detran para a atualização da placa antiga são de R$ 469,91 quando o veículo ainda não foi licenciado no ano vigente e de R$ 295,83 se o licenciamento já foi realizado — valores que não incluem a confecção da placa, contratada diretamente com estampadora credenciada. A diferença em relação a 2025 é relevante: o serviço custava R$ 452,79 ou R$ 285,05, dependendo da situação do licenciamento, e o Detran-SP passou a utilizar uma autorização específica para estampagem, vinculada à Ufesp, no processo de emplacamento. Não existe preço nacional único para a placa: o valor da estampagem varia por estado e por empresa credenciada, e o Detran-SP orienta que o serviço seja feito em estampadora credenciada. No Rio Grande do Sul, o Detran informa que o custo da placa é definido pelos próprios estampadores, enquanto a vistoria tem valores específicos por porte do veículo — para veículos médios, R$ 114,11, além do preço cobrado pela estampadora.

Sete anos de placa Mercosul: por que a cinza ainda roda e quanto custa deixá-la

A placa no padrão Mercosul — fundo branco, faixa azul com a bandeira do bloco e do país, letras e números pretos para veículos particulares, vermelhos para comerciais, verdes para os de teste, azuis para oficiais e dourados para diplomáticos, com QR code e quatro letras e três números no lugar da antiga combinação de três e quatro — foi adotada no Brasil a partir de 2018 e tornou-se obrigatória para veículos novos e para qualquer alteração de registro desde 2020, mas nunca houve prazo para a troca compulsória da frota antiga: o Contran decidiu que a placa cinza permaneceria válida até que o veículo passasse por transferência, mudança de domicílio, perda, furto ou dano — e é por isso que, em 2026, dezenas de milhões de carros ainda circulam com a placa antiga, sobretudo no interior, onde a frota é mais velha e muda menos de dono. O custo, como o Canaltech mostra, é composto de duas partes: a taxa do Detran, que em São Paulo passa de R$ 470 para quem ainda não licenciou no ano — porque inclui o licenciamento — e fica em quase R$ 300 para quem já licenciou, reajustada pela Ufesp, o índice fiscal paulista; e a placa em si, feita por estampadoras credenciadas ao Denatran em regime de mercado, com preços que variam de R$ 150 a R$ 300 pelo par para carros e menos para motos, dependendo da cidade e da concorrência. Somados, trocar a placa em São Paulo custa entre R$ 450 e R$ 770 — valor que pesa no orçamento de quem compra um usado de R$ 20 mil e que explica por que muita gente adia a transferência, rodando com o documento em nome do antigo dono — prática ilegal e arriscada, que a placa Mercosul, ao ser exigida na transferência, indiretamente combate. No Rio Grande do Sul, o modelo é o mesmo com vistoria separada; em outros estados, taxas e regras variam, e o Denatran mantém a lista de estampadoras credenciadas.

Para , editor do portal, a reportagem responde a uma dúvida que aparece em toda compra de usado. "Comprou carro, tem de transferir, e na transferência vem a placa Mercosul — R$ 300 a R$ 470 de Detran mais R$ 200 de estampadora. Ninguém avisa antes, e o comprador descobre no despachante. É custo real que o Canaltech coloca na mesa com os valores de 2026, reajustados pela Ufesp. O portal publica na editoria de automóveis pensando no leitor de Araras que compra usado de R$ 30 mil e não contava com R$ 700 de placa: coloque na conta, procure estampadora credenciada — há mais de uma na região — e não role a transferência, porque multa e apreensão custam mais. A placa cinza vai continuar valendo até o dia em que o carro mudar de dono; nesse dia, o preço é este", avalia.

Quando a troca é obrigatória

Transferência de propriedade; mudança de município ou de estado de registro; perda, furto ou dano da placa antiga; e qualquer alteração de característica que exija novo registro. Fora dessas situações, a placa cinza segue válida por tempo indeterminado, sem multa — e a troca é opcional.

Os valores em São Paulo: R$ 469,91 e R$ 295,83

A taxa maior inclui o licenciamento do ano corrente; a menor vale para quem já licenciou. Ambas são reajustadas anualmente pela Ufesp — em 2025 eram R$ 452,79 e R$ 285,05. À taxa soma-se o preço da placa na estampadora credenciada, que o Detran não regula.

Estampadoras credenciadas: o mercado da placa

Empresas privadas credenciadas pelo Denatran e pelo Detran estadual fabricam as placas com QR code e numeração autorizada; o preço é livre e varia por região e concorrência — de R$ 150 a R$ 300 pelo par para carros; o Detran-SP emite autorização específica de estampagem, vinculada à Ufesp, para cada processo.

Na leitura de Adriano Jose Reis Martins, editor do portal, a ausência de preço nacional é o problema. "Cada estado uma taxa, cada estampadora um preço, cada cidade uma oferta — e o consumidor sem referência. Em cidade grande, a concorrência derruba o valor da placa; em cidade média, com duas estampadoras, o preço é o que elas quiserem. O Denatran credencia, mas não tabela. O portal registra os valores paulistas e gaúchos e sugere ao leitor: peça orçamento em mais de uma estampadora, confira o credenciamento no site do Detran e desconfie de despachante que 'inclui a placa' sem discriminar. A placa é obrigatória; o preço, negociável", observa.

Rio Grande do Sul: vistoria mais estampagem

O Detran gaúcho cobra vistoria por porte do veículo — R$ 114,11 para médios — e deixa o preço da placa às estampadoras; o modelo separa o serviço público do produto privado, e o custo total tende a ser menor que o paulista, onde a taxa administrativa é mais alta.

O padrão Mercosul: o que muda na placa

Quatro letras e três números, QR code para consulta, cores por categoria, bandeira do Mercosul e do Brasil; adotada em 2018, obrigatória para novos e para alterações desde 2020, é comum aos países do bloco e facilita a fiscalização eletrônica e a identificação em viagens internacionais.

A frota antiga: milhões de placas cinzas

Sem prazo de troca compulsória, a placa cinza segue em dezenas de milhões de veículos, concentrados em carros mais velhos e no interior; a substituição acontece no ritmo das transferências — cerca de 10 milhões por ano — e deve levar mais de uma década para completar-se.

Dicas para reduzir o custo

Licencie o veículo antes de pedir a placa, para pagar a taxa menor; faça a transferência dentro dos 30 dias, para evitar multa; compare estampadoras credenciadas; e, se o carro é do interior, verifique se o Detran local tem posto de atendimento — evitar viagem à capital também é economia.

Para Thiago Baptista Martins, editor do portal, a placa é exemplo de custo escondido do carro brasileiro. "IPVA, licenciamento, seguro obrigatório, transferência, placa — comprar usado é pagar meio salário em taxas antes de rodar. A placa Mercosul, que deveria ser só uma chapa de alumínio, virou processo com taxa de Detran, estampadora credenciada e Ufesp. O portal registra os valores de 2026 e a regra: obrigatória só na transferência ou em caso de perda, e voluntária no resto. Quem tem placa cinza pode ficar com ela — até vender o carro. Aí, R$ 700", analisa.

Os valores para a troca da placa antiga pela padrão Mercosul em São Paulo — R$ 469,91 sem licenciamento no ano e R$ 295,83 com licenciamento, mais a estampagem — e as situações em que a troca é obrigatória foram detalhados pelo Canaltech em 5 de setembro de 2026; no Rio Grande do Sul, a vistoria de veículo médio custa R$ 114,11, além do preço da estampadora.

Fontes e referências

Leia também