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Elétricos

Geely inicia vendas diretas no Brasil com descontos de até 11% para pessoa jurídica no EX2 e no EX5

Condições valem desde julho e não somam ao Move Brasil, do qual o EX2 participa nas versões PRO e MAX; 'cliente profissional e PcD tem acesso à tecnologia da marca', diz Alex Caetano.

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— Foto: MNXANL / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Geely inicia vendas diretas no Brasil com descontos de até 11% para pessoa jurídica no EX2 e no EX5, condições legais para taxistas e pessoas com deficiência e financiamento em até 36 vezes com juros a partir de 0,99% ao mês: programa vale para toda a gama elétrica e híbrida, exceto o EX5 EM-i MAX, e é atendido por 40 concessionárias — o EX5 EM-i, primeiro "super híbrido" plug-in da marca no país, tem 262 cv, faz de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos e roda até 1.300 km

A Geely oficializou o início do seu programa de vendas diretas no Brasil, ampliando as possibilidades de compra para clientes profissionais. A iniciativa contempla toda a gama elétrica e híbrida da marca no país — exceto a versão MAX do EX5 EM-i —, com descontos de até 11% para pessoa jurídica, condições previstas em lei para taxistas e pessoas com deficiência e financiamento em até 36 vezes com taxa a partir de 0,99% ao mês. A rede de 40 concessionárias Geely em todo o Brasil está preparada para atender o novo público com consultores especializados. As informações são do Motor1 Brasil.

Segundo Alex Caetano, head de Vendas e Rede da Geely do Brasil, a expansão das opções de compra permite que o cliente profissional e PcD tenha acesso à alta tecnologia, eficiência, segurança e conectividade dos produtos da marca. O programa apresenta tabelas específicas para cada público, variando conforme modelo e versão; as condições valem a partir de julho deste ano. Além da venda direta, a Geely participa do programa Move Brasil com o elétrico EX2 nas versões PRO e MAX — as condições do programa do governo não são cumulativas com as ofertas da nova modalidade. O Geely EX2 é o elétrico mais vendido do mercado chinês, combinando design, espaço generoso e economia de uso; conforme a versão, o compacto oferece itens exclusivos da categoria, como assistências avançadas de condução, câmera panorâmica de 540 graus, banco do motorista com ajuste elétrico e teto com pintura contrastante. Já o EX5 é o SUV elétrico global da marca, desenvolvido sobre a arquitetura GEA e aprovado para mais de 90 países; o EX5 EM-i, primeiro super híbrido plug-in da Geely comercializado no país, entrega potência combinada de 262 cv e torque de 380 Nm, acelera de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos e alcança autonomia combinada de até 1.300 km, nas versões PRO, MAX e ULTRA, com design minimalista e ambiente conectado.

Venda direta, táxi e frota: como as chinesas atacam o mercado que sustenta as montadoras tradicionais

A venda direta — a pessoa jurídica, locadoras, frotistas, taxistas e PcD, com desconto de fábrica e sem passar pelo estoque do concessionário — responde por cerca de 40% dos emplacamentos de carros novos no Brasil e é o canal que sustenta Fiat, Volkswagen, Chevrolet, Toyota e Hyundai em volume; taxistas têm isenção de IPI e ICMS, PcD têm isenção de IPI, IOF e, em muitos estados, ICMS e IPVA, e locadoras compram dezenas de milhares de unidades por ano com desconto de 15% a 25% — mercado em que as marcas chinesas, que chegaram ao Brasil vendendo ao consumidor final, ainda eram marginais. A Geely, que entrou no país em 2025 com o EX5 e o EX2 em parceria com a Renault — que produz seus carros na fábrica de São José dos Pinhais e divide a rede, no acordo que o grupo chinês replica com a Volvo na Europa —, abre agora esse canal com o argumento certo: o elétrico é o carro ideal para táxi e frota urbana, porque o custo por quilômetro é um terço do de um combustão, a manutenção é mínima e a autonomia de 400 quilômetros do EX2 cobre um turno; e o EX5 EM-i, híbrido plug-in de 1.300 quilômetros, resolve o medo de ficar sem carga para quem roda entre cidades. Os descontos de 11% para PJ são menores que os das tradicionais em modelos de combustão, mas o preço de partida — o EX2 abaixo de R$ 120 mil com o Move Brasil, o EX5 na faixa de R$ 200 mil — coloca a marca na conta do taxista que hoje compra Corolla híbrido ou Virtus, e a rede de 40 concessionárias, pequena diante das 500 da Fiat, cobre as capitais e as cidades médias onde a frota se concentra. A BYD já faz o mesmo com o Dolphin e o Song, e a Quatro Rodas de setembro compara justamente EX2 e MG4 contra o Dolphin: a disputa pelo táxi elétrico, que em São Paulo tem incentivo municipal, é o próximo campo da guerra chinesa no Brasil.

Para , editor do portal, a venda direta é o sinal de que a Geely veio para ficar. "Marca que só vende para pessoa física é marca de nicho; marca que vende para táxi, locadora e PcD é marca de volume. A Geely, com fábrica da Renault no Paraná e 40 lojas, abriu o canal que faz 40% do mercado — e com o produto certo: elétrico para táxi urbano, híbrido de 1.300 km para quem viaja. O taxista de Araras que faz Araras–Campinas–Viracopos todo dia vai fazer a conta: R$ 0,15 por quilômetro no elétrico contra R$ 0,50 no flex. O portal registra o programa e observa que as montadoras tradicionais, que vivem da venda direta, acabam de ganhar um concorrente onde dói", avalia.

O programa: o que oferece

Até 11% de desconto para pessoa jurídica; isenções legais para taxistas e PcD; financiamento em 36 vezes a partir de 0,99% ao mês; tabelas por público, modelo e versão; toda a gama, exceto o EX5 EM-i MAX; atendimento em 40 concessionárias com consultores dedicados; válido desde julho.

EX2: o elétrico mais vendido da China

Compacto elétrico com câmera 540 graus, ADAS, banco elétrico e teto bicolor conforme a versão; participa do Move Brasil nas versões PRO e MAX, com preço reduzido pelo programa federal — condição não cumulativa com a venda direta; produção nacional confirmada, na parceria com a Renault.

EX5 EM-i: 262 cv e 1.300 km

SUV médio híbrido plug-in sobre a arquitetura GEA, 262 cv, 380 Nm, 0 a 100 em 7,8 segundos, autonomia combinada de até 1.300 km, versões PRO, MAX e ULTRA; a MAX fica fora da venda direta. É o produto para frotas que rodam entre cidades e para PcD que buscam SUV.

Na leitura de Jaime Fernando Reis Martins, editor do portal, a parceria com a Renault é a chave do movimento. "A Geely não construiu fábrica nem rede do zero: usa a Renault no Paraná e divide concessionárias — o que lhe dá produção nacional, isenção de tarifa e capilaridade em meses, não anos. É o mesmo modelo que aplica com a Volvo na Europa. Com isso, pode vender para frota com preço de nacional. O portal registra e observa que a Renault, que perdia mercado, ganha volume na fábrica e a Geely ganha o Brasil — enquanto a BYD gasta bilhões em Camaçari. Dois caminhos chineses; os dois chegando ao táxi", observa.

Taxistas e PcD: as isenções

Taxistas têm isenção de IPI e ICMS na compra de carro novo a cada dois anos; pessoas com deficiência, de IPI e IOF, com ICMS e IPVA isentos em vários estados até um teto de preço — que o EX2 atende e o EX5 pode ultrapassar; a Geely cria tabelas específicas para cada caso.

Move Brasil: o programa do governo

Lançado em 2026 com financiamento do BNDES e desconto para elétricos nacionais, o Move Brasil inclui o EX2 PRO e MAX; a Geely esclarece que as condições não somam às da venda direta — o comprador escolhe a mais vantajosa.

Renault e Geely: a parceria industrial

A fábrica de São José dos Pinhais produz os Geely para o Brasil e a rede Renault recebe as lojas da marca chinesa; o acordo, de 2025, dá à Geely status de fabricante nacional e à Renault volume e tecnologia elétrica — modelo que o grupo chinês repete com a Volvo, sua controlada, na Europa.

O táxi elétrico: o próximo campo de disputa

São Paulo dá incentivos a táxis elétricos, Rio e Curitiba estudam; o custo por quilômetro e a manutenção favorecem o elétrico no uso urbano intensivo; BYD, Geely, MG e, em breve, as tradicionais com elétricos nacionais disputam um mercado de dezenas de milhares de carros por ano — com a venda direta como porta.

Para Thiago Baptista Martins, editor do portal, a notícia é pequena no anúncio e grande na consequência. "Desconto de 11% para PJ não é manchete; é a Geely dizendo que quer o mercado que faz o volume do Brasil — táxi, frota, locadora. Com carro elétrico barato e híbrido de 1.300 km, e fábrica da Renault, ela pode. O portal registra e recomenda ao taxista e ao pequeno empresário de Araras: faça a conta do quilômetro antes da próxima troca. A resposta, cada vez mais, é chinesa", analisa.

O programa de vendas diretas da Geely no Brasil, com descontos de até 11% para pessoa jurídica, condições para taxistas e pessoas com deficiência e financiamento a partir de 0,99% ao mês, foi oficializado e noticiado pelo Motor1 Brasil em 2 de setembro de 2026; as condições valem desde julho e não são cumulativas com o Move Brasil, do qual o EX2 participa.

Fontes e referências

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