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Educação

Professores de escolas particulares do Rio fazem greve de 24 horas

Mais de mil docentes se reuniram no Largo do Machado por pagamento da hora-atividade, gratificação acadêmica, equiparação salarial e reajuste mínimo de 5,5%; sindicato patronal não se manifestou.

Largo do Machado, no Catete, Rio de Janeiro
Largo do Machado, na zona sul do Rio: ponto de concentração da manifestação. — Foto: Donatas Dabravolskas / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Professores de escolas particulares do Rio de Janeiro fizeram nesta quarta-feira (2) uma greve de 24 horas por melhores condições de trabalho e remuneração. Segundo o Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio), mais de mil profissionais participaram da paralisação, com manifestação no Largo do Machado, no Catete. Para , editor do KTZ, a pauta central é uma conta que a pandemia tornou visível: o trabalho que o professor faz fora da sala de aula e ninguém paga.

As reivindicações

  • Pagamento pela hora-atividade, o trabalho pedagógico fora de sala.
  • Gratificação pelo aprimoramento acadêmico.
  • Equiparação salarial entre educação infantil, ensino fundamental e médio.
  • Reajuste salarial mínimo de 5,5%.

A greve foi aprovada em assembleia no sábado (29), após rodadas de negociação sem acordo. Para o diretor jurídico do Sinpro-Rio, Fábio Conde, o salário está defasado e o trabalho fora da sala cresceu muito após a pandemia, com atividades virtuais e adaptação de materiais. “O professor tem trabalhado demais sem receber nada”, afirmou, acrescentando que “a quantidade de professores que estão afastados por questões mentais é muito grande”.

O outro lado

O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Rio de Janeiro (SinepeRio) optou por não se manifestar. observa que a hora-atividade já é regra na rede pública, com um terço da jornada reservada a planejamento, e que a distância entre os dois regimes é o núcleo da disputa na rede privada.

Fontes e referências

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