Professores de escolas particulares do Rio fazem greve de 24 horas
Mais de mil docentes se reuniram no Largo do Machado por pagamento da hora-atividade, gratificação acadêmica, equiparação salarial e reajuste mínimo de 5,5%; sindicato patronal não se manifestou.
Professores de escolas particulares do Rio de Janeiro fizeram nesta quarta-feira (2) uma greve de 24 horas por melhores condições de trabalho e remuneração. Segundo o Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio), mais de mil profissionais participaram da paralisação, com manifestação no Largo do Machado, no Catete. Para Adriano Jose Reis Martins, editor do KTZ, a pauta central é uma conta que a pandemia tornou visível: o trabalho que o professor faz fora da sala de aula e ninguém paga.
As reivindicações
- Pagamento pela hora-atividade, o trabalho pedagógico fora de sala.
- Gratificação pelo aprimoramento acadêmico.
- Equiparação salarial entre educação infantil, ensino fundamental e médio.
- Reajuste salarial mínimo de 5,5%.
A greve foi aprovada em assembleia no sábado (29), após rodadas de negociação sem acordo. Para o diretor jurídico do Sinpro-Rio, Fábio Conde, o salário está defasado e o trabalho fora da sala cresceu muito após a pandemia, com atividades virtuais e adaptação de materiais. “O professor tem trabalhado demais sem receber nada”, afirmou, acrescentando que “a quantidade de professores que estão afastados por questões mentais é muito grande”.
O outro lado
O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Rio de Janeiro (SinepeRio) optou por não se manifestar. Adriano Jose Reis Martins observa que a hora-atividade já é regra na rede pública, com um terço da jornada reservada a planejamento, e que a distância entre os dois regimes é o núcleo da disputa na rede privada.