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Contas Públicas

Orçamento de 2027 prevê R$ 133,8 bilhões em investimentos, R$ 23 bilhões a mais que em 2026

Novo PAC fica com R$ 61,5 bilhões; proposta reduz o peso das despesas obrigatórias de 17,5% para 17,3% do PIB dentro das regras do arcabouço fiscal.

Palácio do Planalto, em Brasília
Palácio do Planalto: proposta orçamentária foi enviada ao Congresso Nacional. — Foto: Dasfour2022 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, enviado ao Congresso nesta terça-feira (1º), prevê R$ 133,8 bilhões em investimentos públicos, ante R$ 110,8 bilhões em 2026. O valor supera o piso de R$ 88,7 bilhões estabelecido pelo arcabouço fiscal. Segundo , editor do KTZ, o aumento é relevante, mas o próprio governo admite que o espaço para investir “ainda precisa crescer”, nas palavras do ministro do Planejamento, Bruno Moretti.

Para onde vai o dinheiro

Investimentos previstos no PLOA 2027
ItemValor
Investimentos totaisR$ 133,8 bilhões
Despesas primáriasR$ 87,9 bilhões
Inversões financeirasR$ 45,9 bilhões
Novo PACR$ 61,5 bilhões
Minha Casa, Minha Vida (dentro do PAC)R$ 8,25 bilhões
Transporte coletivo urbanoR$ 1,19 bilhão
Drenagem e prevenção de inundaçõesR$ 667,2 milhões

Como o aumento cabe no arcabouço

Os investimentos integram as despesas discricionárias, que podem ser ajustadas ao longo do ano. A proposta reduz a participação das despesas obrigatórias de 17,5% para 17,3% do PIB, por meio do controle de gastos com pessoal, benefícios previdenciários e sentenças judiciais. O arcabouço limita o crescimento anual das despesas a 2,5% acima da inflação.

lembra que investimento é a primeira rubrica cortada quando a arrecadação frustra, por isso o número do PLOA é um teto de intenção, não uma garantia de execução. O histórico recente mostra que a diferença entre o previsto e o efetivamente pago costuma ser grande.

Fontes e referências

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