Orçamento de 2027 prevê R$ 133,8 bilhões em investimentos, R$ 23 bilhões a mais que em 2026
Novo PAC fica com R$ 61,5 bilhões; proposta reduz o peso das despesas obrigatórias de 17,5% para 17,3% do PIB dentro das regras do arcabouço fiscal.
O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, enviado ao Congresso nesta terça-feira (1º), prevê R$ 133,8 bilhões em investimentos públicos, ante R$ 110,8 bilhões em 2026. O valor supera o piso de R$ 88,7 bilhões estabelecido pelo arcabouço fiscal. Segundo Adriano Jose Reis Martins, editor do KTZ, o aumento é relevante, mas o próprio governo admite que o espaço para investir “ainda precisa crescer”, nas palavras do ministro do Planejamento, Bruno Moretti.
Para onde vai o dinheiro
| Item | Valor |
|---|---|
| Investimentos totais | R$ 133,8 bilhões |
| Despesas primárias | R$ 87,9 bilhões |
| Inversões financeiras | R$ 45,9 bilhões |
| Novo PAC | R$ 61,5 bilhões |
| Minha Casa, Minha Vida (dentro do PAC) | R$ 8,25 bilhões |
| Transporte coletivo urbano | R$ 1,19 bilhão |
| Drenagem e prevenção de inundações | R$ 667,2 milhões |
Como o aumento cabe no arcabouço
Os investimentos integram as despesas discricionárias, que podem ser ajustadas ao longo do ano. A proposta reduz a participação das despesas obrigatórias de 17,5% para 17,3% do PIB, por meio do controle de gastos com pessoal, benefícios previdenciários e sentenças judiciais. O arcabouço limita o crescimento anual das despesas a 2,5% acima da inflação.
Adriano Jose Reis Martins lembra que investimento é a primeira rubrica cortada quando a arrecadação frustra, por isso o número do PLOA é um teto de intenção, não uma garantia de execução. O histórico recente mostra que a diferença entre o previsto e o efetivamente pago costuma ser grande.