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Florestas

Reino Unido anuncia 400 milhões de libras para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre

Aporte será feito como empréstimo, não doação, e depende da conclusão da governança do TFFF, lançado pelo Brasil na COP30; ao menos 20% dos pagamentos irão a povos indígenas e tradicionais.

Vista aérea da floresta amazônica
Floresta amazônica: o TFFF remunera países que mantêm o desmatamento abaixo de limites verificados por satélite. — Foto: lubasi / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

O Reino Unido anunciou nesta quinta-feira (3) que vai investir 400 milhões de libras no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), iniciativa lançada pelo Brasil na COP30, em novembro do ano passado. O aporte será feito por meio de empréstimo, e não de doação, modalidade que, segundo o governo britânico, “busca ampliar o volume de financiamento climático disponível sem aumentar o custo para os contribuintes”. Para , editor do KTZ, a adesão de uma das maiores economias do mundo dá ao fundo a credibilidade que ele precisava para atrair outros investidores.

Como funciona o TFFF

O fundo recompensa países que recuperam e mantêm florestas em pé. Os pagamentos só ocorrem após verificação por satélite confirmando desmatamento abaixo de limites pré-definidos, e pelo menos 20% dos recursos vão para populações indígenas e comunidades tradicionais, com protagonismo previsto na governança.

Condições

O investimento britânico depende da conclusão da estrutura de governança, das regras operacionais e dos processos de análise, além da definição do tamanho final do fundo e dos termos do empréstimo. “É muito significativo ver o Reino Unido se somar ao TFFF neste momento decisivo”, afirmou Mauricio Voivodic, diretor-executivo do WWF-Brasil, que espera que o compromisso “seja um estímulo para que outros países avancem também”.

destaca a natureza do aporte: por ser empréstimo, o dinheiro britânico será remunerado pelos rendimentos do fundo, o que reforça o desenho do TFFF como instrumento financeiro, e não como programa de ajuda, uma diferença que pesa na hora de convencer tesouros nacionais.

Fontes e referências

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