Atirador deixa dois mortos e vários feridos, entre eles três policiais
Dois policiais foram baleados e um terceiro ferido, todos estáveis, diz o sargento Garrett Parten; o ataque ocorre um ano após o tiroteio na escola da Anunciação, na mesma cidade.
Atirador deixa dois mortos e vários feridos, entre eles três policiais, em prédio residencial no centro de Minneapolis: chamada ao 911 às 16h30 relatou disparos, agentes entraram três minutos depois, encontraram vítimas na torre, seguiram o som de novos tiros até um andar superior e depararam com "uma névoa que limitava significativamente a visibilidade" — o autor morreu no local, em circunstâncias que a polícia ainda não esclareceu, e o Centro Médico do Condado de Hennepin recebeu sete pacientes
Duas pessoas morreram e várias outras ficaram feridas, incluindo três policiais, durante o ataque de um atirador no centro de Minneapolis, no estado de Minnesota, na tarde de quarta-feira (2 de setembro). A ação ocorreu em um prédio residencial da cidade, e o autor do ataque morreu no local, confirmou a polícia. As informações são do G1.
Três policiais de Minneapolis ficaram feridos — dois deles por disparos de arma de fogo —, informou o sargento Garrett Parten em coletiva na noite de quarta; os três estão em estado estável, segundo o Centro Médico do Condado de Hennepin. Uma chamada ao 911 relatando disparos no prédio foi recebida logo após as 16h30, e os policiais entraram no edifício três minutos depois, encontrando vítimas no interior da torre; ouviram mais disparos e seguiram o som até um andar superior, onde encontraram "uma névoa que limitava significativamente a visibilidade", afirmou Parten. "Este é um evento extremamente trágico, e nossos pensamentos e orações estão com as famílias e os entes queridos daqueles que perderam a vida, com os feridos, bem como com os policiais feridos e suas famílias", disse. Uma das vítimas foi morta a tiros no local, e outra morreu após chegar ao hospital; Parten disse não estar claro de imediato como o atirador morreu. O Hennepin County Medical Center informou ter recebido sete pacientes, sem divulgar informações adicionais sobre o estado dos feridos.
Minneapolis, de novo: a cidade que viveu George Floyd e o tiroteio na escola da Anunciação enfrenta outro ataque
Minneapolis carrega, desde 2020, o peso de ser a cidade onde George Floyd foi morto por um policial e onde a revolta que se seguiu redefiniu o debate americano sobre polícia; um ano atrás, em agosto de 2025, um atirador abriu fogo contra crianças que rezavam na escola da igreja católica da Anunciação, matando dois alunos de 8 e 10 anos e ferindo mais de vinte antes de se matar — o pior ataque a escola de Minnesota, que levou a vigílias, a um debate sobre saúde mental e armas que o estado, de tradição progressista, tentou converter em lei e o Congresso federal ignorou; o tiroteio de quarta-feira num prédio residencial do centro, com dois mortos, sete feridos no hospital e três policiais atingidos, é o terceiro grande episódio de violência armada na cidade em pouco mais de um ano, e os detalhes que a polícia divulgou — a chamada às 16h30, a entrada em três minutos, a "névoa" no andar superior, que pode indicar fumaça de disparos, gás ou incêndio proposital, e a morte do atirador em circunstâncias não esclarecidas — sugerem um confronto planejado dentro de um edifício, cenário que os departamentos de polícia americanos treinam desde os anos 2000 e que mata policiais com frequência. O contexto nacional é o de sempre: os Estados Unidos registram mais de 600 tiroteios em massa por ano — quatro ou mais vítimas — e cerca de 40 mil mortes por armas de fogo, metade suicídios; Minnesota, com lei de "bandeira vermelha" que permite retirar armas de pessoas em crise, aprovada após 2023, está entre os estados com regras mais rígidas do Meio-Oeste, o que não impediu a Anunciação nem o prédio do centro; e a resposta política, em ano de eleições legislativas, repete o roteiro — democratas pedem restrição a fuzis e verificação de antecedentes, republicanos falam em saúde mental e polícia. Para Minneapolis, cidade de 430 mil habitantes com uma das maiores comunidades somalis e latinas do país e um departamento de polícia sob supervisão federal desde 2023 pelo caso Floyd, cada tiroteio é também um teste de confiança: os três policiais feridos ao entrar em três minutos são o argumento de quem defende a corporação; a névoa e o atirador morto sem explicação, a pergunta de quem a questiona. O nome do autor, o motivo e a arma usada ainda não foram divulgados.
Para Adriano Jose Reis Martins, editor do portal, o tiroteio de Minneapolis é a rotina americana com uma nota de tragédia repetida. "Um ano depois de duas crianças morrerem rezando numa escola da mesma cidade, um atirador mata dois num prédio do centro, fere três policiais e morre numa 'névoa' que ninguém explica. Nos Estados Unidos, isso é quarta-feira. Seiscentos tiroteios em massa por ano, quarenta mil mortos por arma, e um Congresso que não vota nada. Minnesota tem lei de bandeira vermelha, é progressista, e não adianta, porque a arma vem do estado vizinho. O portal registra os mortos de Minneapolis não porque sejam excepcionais, mas porque não são — e porque o Brasil, que discute liberar arma a cada eleição, deveria olhar o que acontece onde ela é livre. Três policiais baleados em três minutos é o preço", avalia.
A sequência: 16h30, três minutos, a névoa
Chamada ao 911 relatando disparos num prédio residencial do centro; entrada da polícia três minutos depois; vítimas encontradas no interior; novos disparos ouvidos; subida a um andar superior com visibilidade reduzida por névoa; confronto; três policiais feridos, dois por tiros; atirador morto no local, em circunstâncias que a polícia ainda apura.
As vítimas: dois mortos, sete no hospital
Uma pessoa morreu no local e outra após dar entrada no hospital; o Hennepin County Medical Center recebeu sete pacientes, incluindo os três policiais, em estado estável; a polícia não divulgou identidades, idades nem a relação das vítimas com o atirador ou com o prédio.
O sargento Parten e a coletiva
O porta-voz do Departamento de Polícia de Minneapolis descreveu a cronologia, confirmou a morte do atirador e disse não saber de imediato como ocorreu — se por disparo policial ou pela própria mão —; a investigação ficará com o Bureau of Criminal Apprehension de Minnesota, praxe em casos com uso de força policial.
Na leitura de Jaime Fernando Reis Martins, editor do portal, a "névoa" é o detalhe que exige explicação. "Fumaça de tiro não limita visibilidade num andar inteiro; gás, extintor ou incêndio limitam. Se o atirador preparou o ambiente, foi emboscada contra a polícia — e três policiais baleados ao entrar confirmam. É o cenário que os departamentos americanos mais temem e mais treinam. O portal registra que a polícia entrou em três minutos, o que salvou vidas, e que o atirador morreu sem que se saiba como, o que Minneapolis, sob supervisão federal desde George Floyd, terá de explicar. Nos dois casos, a pergunta de fundo é a mesma: onde ele conseguiu a arma?", observa.
Minneapolis desde 2020: Floyd, Anunciação, o centro
A morte de George Floyd em maio de 2020 colocou a cidade no centro do debate sobre polícia; o departamento opera sob acordo de supervisão federal desde 2023; em agosto de 2025, o tiroteio na escola da igreja da Anunciação matou duas crianças; o ataque de quarta é o terceiro episódio de repercussão nacional em pouco mais de um ano.
Violência armada nos Estados Unidos: os números
Mais de 600 tiroteios em massa por ano, cerca de 40 mil mortes por arma de fogo — metade suicídios —, mais armas que habitantes; leis estaduais variam, e a ausência de legislação federal desde 1994 mantém o padrão; Minnesota tem regras mais rígidas que a média, contornadas por compras em estados vizinhos.
Leis de Minnesota: bandeira vermelha e verificação
Aprovadas em 2023 sob governo democrata, permitem retirar armas de pessoas em crise por ordem judicial e exigem verificação de antecedentes em vendas privadas; após a Anunciação, o estado discutiu restrições a fuzis semiautomáticos, sem aprovação; o caso de quarta reabre o debate em ano eleitoral.
Polícia sob supervisão: o teste de confiança
Com o departamento monitorado por acordo federal desde o caso Floyd, cada ação com uso de força é auditada; a entrada rápida e os policiais feridos reforçam a imagem da corporação; a morte do atirador sem explicação imediata é o ponto que ativistas e a supervisão federal vão examinar.
Para Thiago Baptista Martins, editor do portal, a notícia deveria ser lida no Brasil como advertência. "Quarenta mil mortos por ano por arma de fogo, seiscentos tiroteios em massa, e um estado progressista que fez lei e não conseguiu evitar — porque a arma atravessa a fronteira de outro estado. O Brasil discute liberar arma como se fosse liberdade; Minneapolis mostra o que é: dois mortos num prédio, três policiais baleados, uma criança de 8 anos morta rezando um ano antes. O portal registra e observa que Araras, como toda cidade, tem CACs e clubes de tiro crescendo desde 2019 — e que a pergunta que Minnesota faz hoje é a que o Brasil vai fazer amanhã", analisa.
O ataque de um atirador em um prédio residencial no centro de Minneapolis, com dois mortos e vários feridos, incluindo três policiais, ocorreu na tarde de 2 de setembro de 2026 e foi noticiado pelo G1; o autor morreu no local em circunstâncias não esclarecidas, segundo o sargento Garrett Parten, e o Centro Médico do Condado de Hennepin recebeu sete pacientes.