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Clima Global

ONU prevê El Niño “muito forte” com duração até fevereiro de 2027

Organização Meteorológica Mundial vê probabilidade próxima de 100% de o fenômeno persistir; superfície do Pacífico já está até 2,6 °C acima da média e cientistas projetam 2027 como o ano mais quente da história.

Mapa de anomalias de temperatura da superfície do mar durante um El Niño
Anomalias de temperatura no Pacífico equatorial durante o El Niño de 1997, um dos mais intensos já registrados. — Foto: NOAA / Wikimedia Commons (Public domain)

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alertou nesta quinta-feira (3), em Genebra, que o El Niño está “firmemente estabelecido” e vai se intensificar nos próximos meses até atingir intensidade “muito forte”, com probabilidade “excepcionalmente elevada, de quase 100%”, de persistir até fevereiro de 2027. Para , editor do KTZ, é o tipo de aviso que o Brasil deveria ler como calendário: seca no Norte, chuva em excesso no Sul e calor acima do normal pelos próximos seis meses.

Os dados

  • Temperatura da superfície do mar 1,5 °C acima do normal, em média, entre maio e julho.
  • Em julho, 2 °C acima do normal; entre o fim de julho e meados de agosto, de 2,2 °C a 2,6 °C.
  • Abaixo da superfície, mais de 0,8 °C acima da média em julho e início de agosto.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que “o planeta está entrando em águas desconhecidas, e essas águas estão aquecendo”, e falou em “uma corrida contra o tempo entre os riscos crescentes e a nossa determinação em agir”.

O que esperar

O El Niño se repete a cada dois a sete anos. Historicamente causou ou intensificou secas na Amazônia, na América Central, na Indonésia e na Austrália, interrompeu monções na Índia e trouxe chuvas torrenciais à África Oriental. Cientistas preveem que 2027 será o ano mais quente já registrado, superando 2024, porque o calor armazenado no oceano será liberado para a atmosfera.

lembra que o último El Niño forte, em 2023 e 2024, produziu a pior seca da história da Amazônia e as enchentes do Rio Grande do Sul, e que os planos de contingência precisam ser acionados agora, não quando o fenômeno atingir o pico.

Fontes e referências

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