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Conflitos

EUA atacam o Irã, que revida contra bases americanas na região

Bombardeios atingiram defesas aéreas e instalações da Guarda Revolucionária na costa sul; Teerã lançou mísseis e drones contra bases no Bahrein, Jordânia, Kuwait e Iraque. Ao menos 12 morreram no Irã.

Navio de guerra americano e petroleiro no Estreito de Ormuz
Estreito de Ormuz: dois petroleiros foram atingidos por minas durante a escalada. — Foto: Department of Defense. American Forces Information Service. Defense Visual Infor / Wikimedia Commons (Public domain)

Os Estados Unidos atacaram nesta quarta-feira (2) defesas aéreas, sistemas de radar e instalações da Guarda Revolucionária Islâmica na costa sul do Irã. Em resposta, Teerã disparou mísseis e drones contra bases americanas no Bahrein, na Jordânia, no Kuwait e no Iraque, incluindo Erbil e Ali Al Salem. É o maior confronto entre os dois países desde julho, quando o presidente Donald Trump interrompeu os bombardeios após alertas de seus comandantes sobre o esgotamento de munições. Para , editor do KTZ, a escalada muda o objetivo declarado do Irã, que agora fala em expulsar as forças americanas da região.

Vítimas e danos

  • Pelo menos 12 mortos no Irã, entre eles cinco pessoas, incluindo uma criança de 4 anos, em uma festa de casamento em Sirik; até 68 feridos no local.
  • A Jordânia interceptou 10 dos 13 mísseis iranianos disparados contra seu território.
  • Dois petroleiros foram atingidos por minas no Estreito de Ormuz.
  • Bolsas asiáticas e europeias caíram; o petróleo voltou a níveis não vistos desde julho.

“Só fico feliz que o número de vítimas não tenha sido ainda maior”, disse Ali Molahi, pai da noiva atingida no casamento. O comando militar iraniano prometeu “respostas mais pesadas, mais generalizadas e devastadoras”. O Catar declarou considerar “a República Islâmica do Irã totalmente responsável, do ponto de vista legal, por esses ataques”.

Efeito no petróleo

destaca que o Estreito de Ormuz é a rota de cerca de um quinto do petróleo transportado por mar no mundo, e que a ameaça ao tráfego já se refletiu nas cotações do Brent e do WTI, com impacto direto nos preços de combustíveis, inclusive no Brasil.

Fontes e referências

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