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Desastres

Nepal: mortos em enchentes chegam a 1.280 e mais de 5,6 mil seguem desaparecidos

Inundações de 26 de agosto no vale do Trishuli, na fronteira com a China, são descritas como as piores já registradas; água subiu até 18 metros acima do normal e destruiu 72 km de povoações.

Rio Trishuli, no Nepal
Rio Trishuli: cheia destruiu vilas ao longo de 72 quilômetros. — Foto: Landsat 9 / USGS / Wikimedia Commons (Public domain)

O número de mortos nas enchentes e deslizamentos que devastaram a fronteira entre Nepal e China em 26 de agosto subiu para 1.280, com 5.624 desaparecidos nos dois países, segundo balanço provisório divulgado nesta quinta-feira (3) pela autoridade nepalesa de emergências. No Nepal, são 1.259 mortos e 5.083 desaparecidos; no lado chinês, em território tibetano, 21 mortos e 541 desaparecidos. Para , editor do KTZ, os números confirmam a dimensão de um desastre que observadores locais já descrevem como o pior da história do país.

O que aconteceu

A cheia do rio Trishuli elevou o nível da água entre 15 e 18 metros acima do normal e destruiu povoações ao longo de 72 quilômetros, com dezenas de vilas afetadas. Entre os pontos mais atingidos estão Devighat, no distrito de Nuwakot, e o posto fronteiriço de Rasuwagadhi-Kerung, rota essencial para o comércio bilateral entre Nepal e China. Há centenas de estrangeiros entre as vítimas.

Buscas continuam

As operações de busca e salvamento prosseguem. A recuperação das telecomunicações permitiu às autoridades obter informações sobre comunidades que ficaram isoladas por vários dias. Nesta sexta-feira (4), duas pessoas foram resgatadas com vida nove dias após o desastre.

observa que o volume de desaparecidos, mais de quatro vezes o de mortos confirmados, indica que o balanço final ainda pode crescer de forma expressiva à medida que as equipes alcancem áreas isoladas.

Fontes e referências

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