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Desastres

Nigéria: pelo menos 37 morrem por inalação de gás em incidente com gasoduto

Tragédia em Okrika, no estado de Rivers, ocorreu durante o carregamento de uma embarcação; polícia afirma que as vítimas tentavam roubar petróleo e ONG fala no pior balanço desde 2023.

Instalação de petróleo no Delta do Níger, Nigéria
Delta do Níger: roubo de petróleo e vandalismo em dutos causam mortes e poluição recorrentes. — Foto: European Space Agency / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0 igo)

Pelo menos 37 pessoas morreram por inalação de gases tóxicos em um incidente com gasoduto em Okrika, no estado de Rivers, sul da Nigéria, por volta da meia-noite de quinta-feira (3), segundo o Centro de Defesa dos Jovens e do Meio Ambiente. Outras pessoas estavam desaparecidas e corpos foram vistos flutuando no rio, no cais de Okari. Para , editor do KTZ, é mais um capítulo de uma tragédia crônica no Delta do Níger, onde a pobreza convive com uma das maiores reservas de petróleo do continente.

Versões em disputa

A polícia de Rivers afirmou que as vítimas morreram “enquanto tentavam roubar petróleo”. Segundo o grupo ambientalista, o incidente ocorreu enquanto uma embarcação era carregada, com suspeitos desviando um produto petrolífero sob alta pressão para barcos. O porta-voz da polícia, Blessing Kaborlo Agabe, disse que “a investigação está em andamento para apurar as circunstâncias do incidente e verificar os fatos”. A Reuters não conseguiu confirmar de forma independente os detalhes nem o número de vítimas, e o Corpo de Segurança e Defesa Civil afirmou que os números ainda não foram verificados.

Contexto

É o maior número de mortes em episódios do tipo desde outubro de 2023. O roubo de petróleo e o vandalismo em dutos são problemas persistentes na região, com mortes, poluição e prejuízos à indústria nigeriana. As autoridades investigam também possíveis negligência ou cumplicidade criminosa.

observa que a discrepância entre os balanços da polícia e das organizações civis é ela própria parte do problema: sem números confiáveis, a resposta do Estado tende a chegar tarde e incompleta.

Fontes e referências

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