SUS terá três novos remédios para câncer de pulmão a partir de outubro
Brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe atenderão 1,9 mil pacientes no primeiro momento; na rede privada, o tratamento custa R$ 643 mil por ano.
O Sistema Único de Saúde passará a oferecer, a partir de outubro, três novos medicamentos para câncer de pulmão: brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe. A medida do Ministério da Saúde deve beneficiar cerca de 1,9 mil pacientes em um primeiro momento. Na rede privada, o tratamento com esses fármacos custa R$ 643 mil por ano. Para Adriano Jose Reis Martins, editor do KTZ, trata-se da incorporação mais cara e mais direcionada da nova política de alto custo em oncologia.
Como cada remédio age
- Brigatinibe e gefitinibe: terapias-alvo orais que atuam sobre alterações específicas das células cancerígenas e permitem administração em casa.
- Durvalumabe: imunoterapia que estimula o sistema imunológico contra o tumor, indicada para câncer em estágio 3 não cirúrgico.
Segundo o Ministério da Saúde, “o tratamento demonstra ganhos na sobrevida global dos pacientes”.
A política por trás
Os medicamentos serão financiados integralmente pelo governo federal por meio da Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), criada para ampliar a oferta de tratamentos de alto custo no SUS. A política prevê 23 medicamentos oncológicos, aumento de 35% na oferta de tratamentos na rede pública, mais de 100 mil pessoas contempladas e orçamento anual estimado em R$ 2,1 bilhões.
Adriano Jose Reis Martins observa que a chegada de terapias orais ao SUS muda também a logística do cuidado: menos deslocamentos a centros de infusão e mais tratamento domiciliar, o que pesa para pacientes fora das capitais.