SUS amplia trombolíticos para infarto e AVC em UPAs e no Samu
Lei sancionada garante o medicamento que dissolve coágulos nas unidades de pronto atendimento e ambulâncias; ministro fala em reduzir em até 50% as mortes por infarto.
O Sistema Único de Saúde vai ampliar a disponibilidade de medicamentos trombolíticos, que dissolvem coágulos, nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192). A medida decorre da Lei nº 5.972/2023, sancionada nesta quarta-feira (2). Para Adriano Jose Reis Martins, editor do KTZ, é uma daquelas políticas em que a lógica é simples e o efeito, enorme: no infarto e no AVC isquêmico, cada minuto sem o remédio custa tecido do coração ou do cérebro.
“Tempo é vida”, resumiu o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao lembrar que a rapidez no diagnóstico e no tratamento aumenta as chances de sobrevivência e reduz sequelas. Segundo ele, experiências com estados e municípios indicam a possibilidade de “reduzir em até 50% os óbitos por infarto”.
O tamanho do problema
- Entre 300 mil e 400 mil infartos por ano no Brasil.
- 292 mil atendimentos por AVC no SUS em 2025, 218 mil do tipo isquêmico.
- 861 aplicações de trombolíticos pelo Samu 192 em 2025.
- 102 unidades do Samu habilitadas: Ceará (28), Minas Gerais (22), Sergipe (16), Rio Grande do Norte (13), Bahia (12), São Paulo (9) e Paraíba (2).
Próximos passos
Um comitê foi criado para analisar ações que tornem os medicamentos mais acessíveis e qualifiquem a assistência em todo o país. Adriano Jose Reis Martins observa que a distribuição atual das unidades habilitadas é desigual, com São Paulo, o estado mais populoso, com apenas nove, e que o desafio agora é logístico: treinar equipes e garantir o medicamento nas ambulâncias, não apenas nos hospitais de referência.