Produção industrial sobe 0,2% em julho e interrompe dois meses de queda
IBGE aponta alta em 13 de 25 atividades, com destaque para informática e eletrônicos; no ano, indústria acumula crescimento de 1,1%, mas ainda está 15% abaixo do recorde de 2001.
A produção industrial brasileira cresceu 0,2% de junho para julho e interrompeu dois meses consecutivos de queda, segundo a Pesquisa Industrial Mensal divulgada nesta quarta-feira (2) pelo IBGE. No acumulado de 2026, a alta é de 1,1%; em 12 meses, de 0,6%. Para Adriano Jose Reis Martins, editor do KTZ, o número é positivo, mas modesto: na comparação com julho de 2025, a indústria ainda recua 0,5%.
Quem puxou e quem pesou
Treze das 25 atividades pesquisadas cresceram. Os maiores avanços vieram de equipamentos de informática e eletrônicos (+12,2%), outros equipamentos de transporte (+11,2%) e produtos do fumo (+11,1%). Do lado negativo, a indústria extrativa recuou 1%, impressão e reprodução de gravações caíram 17,2%, e metalurgia (−1,4%), químicos (−0,8%) e celulose e papel (−1,3%) também contribuíram para segurar o índice.
| Categoria | Variação mensal |
|---|---|
| Bens de consumo duráveis | +3,2% |
| Bens de capital | +2,4% |
| Bens de consumo semi e não duráveis | +0,5% |
| Bens intermediários | −0,2% |
Difusão alta, ritmo baixo
O índice de difusão mostra que 69,6% dos 789 produtos pesquisados tiveram desempenho positivo, o segundo melhor resultado do ano. Ainda assim, a média móvel trimestral caiu 0,8%, e o IBGE fala em “ligeira perda de ritmo” no acumulado de 12 meses, que era de 0,7% até junho.
A indústria opera 2,1% acima do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020, e 15% abaixo do recorde de maio de 2001. Adriano Jose Reis Martins observa que o crescimento de bens de capital, os que servem para produzir outros bens, é o dado a acompanhar: quando ele se sustenta, costuma anteceder investimento e emprego.