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Elétricos

Novo Polestar 4 SUV 2027 é revelado com jeito de perua — mas a marca insiste em chamá-lo de SUV

Com a janela de vidro, o retrovisor digital obrigatório no cupê vira opcional, embutido no spoiler do teto; até os encostos, o porta-malas cresce 30 litros, para 530, e o frunk de 15 litros.

Capa do artigo Novo Polestar 4 SUV 2027 é revelado com jeito de perua — mas a marca insiste em chamá-l…
— Foto: Alexander Migl / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Novo Polestar 4 SUV 2027 é revelado com jeito de perua — mas a marca insiste em chamá-lo de SUV: derivado do cupê de quatro portas que ficou famoso por não ter janela traseira, o novo modelo ganha o vidro traseiro aquecido, um limpador escondido sob o spoiler, 22 mm a mais de altura e 655 litros de porta-malas até o teto, 129 litros a mais que o cupê, mantendo os mesmos 4.840 mm de comprimento e 2.139 mm de largura da versão original

Bem-vindo a 2026, quando as montadoras estão borrando as linhas do que as definições de estilo de carroceria deveriam significar: o Polestar 4 é oficialmente rotulado como cupê, embora seja essencialmente um sedã de quatro portas com linha de teto inclinada, e uma nova versão SUV agora se junta à gama — mas seria melhor chamá-la do que ela realmente é: uma perua. As informações são do Motor1 Brasil.

Terminologia confusa à parte, o Polestar 4 SUV é um elétrico atraente e, previsivelmente, mais prático, não apenas por causa da seção traseira mais alta: ele tem uma janela traseira de vidro (aquecida), como todos os carros deveriam ter, e adiciona outro recurso moderno, um limpador traseiro com lavador embutido, escondido sob o spoiler traseiro para preservar a seção limpa da perua elétrica. Com a janela de vidro, o 4 SUV padrão dispensa o espelho retrovisor digital que o equivalente cupê não pode dispensar; há, porém, a opção de colocá-lo de volta, e ele não se destaca como no modelo original — no Polestar 4 regular, a câmera fica onde normalmente se encontra uma antena de barbatana de tubarão; aqui, está embutida na borda do spoiler do teto, onde deve ser muito menos visível. Uma câmera traseira digital ainda faz sentido porque, com espelho de vidro, a visão para trás é obstruída se os assentos traseiros estiverem ocupados ou a área de carga estiver cheia. Como geralmente acontece quando um sedã se transforma em perua, o comprimento total não mudou: o novo Polestar 4 SUV mede idênticos 4.840 milímetros; a largura permanece em 2.139 mm, com apenas a altura mudando após a seção traseira ser elevada — com 1.556 mm, cresce quase 22 mm, permitindo que itens mais altos caibam na traseira. Como é essencialmente uma perua, as pessoas o comprarão por sua praticidade: ele engole 655 litros até o teto interno com os assentos traseiros no lugar, 129 litros a mais que o cupê; até os encostos dos assentos, a Polestar cita 530 litros, 30 a mais que o cupê; e, com a parte frontal inalterada, o porta-malas dianteiro ainda comporta 15 litros de itens menores.

A perua que ninguém tem coragem de chamar de perua: como o marketing dos SUVs reescreveu o dicionário do automóvel

A ironia do Motor1 tem fundamento histórico: a perua — station wagon, "estate" para os britânicos, "kombi" na tradição alemã — foi por décadas o carro familiar por excelência, da Belina e da Caravan brasileiras à Volvo 240 e à Audi RS6, até que os SUVs, a partir dos anos 2000, tomaram seu lugar com a mesma promessa de espaço e a vantagem de marketing de parecerem mais altos, mais seguros e mais "aventureiros"; o resultado é que hoje a palavra "perua" afasta compradores e a sigla SUV os atrai, e as marcas respondem batizando de SUV qualquer carroceria com traseira vertical — o Polestar 4 SUV, com 1.556 mm de altura, é mais baixo que um Volkswagen Golf Variant e não tem um centímetro a mais de vão livre do que o cupê, mas será vendido como utilitário esportivo porque assim vende mais. A Polestar, marca de elétricos do grupo Geely — dona também da Volvo, da Lotus, da Zeekr e, no Brasil, da operação que lançou o EX5 em 2026 com vendas diretas —, vive um momento delicado: após o sucesso de imagem do Polestar 2 e o fracasso comercial relativo do 3, a marca acumulou prejuízos bilionários, trocou de CEO, recebeu injeção de capital da Geely e reposicionou o 4 — produzido na China e, desde 2025, também na Coreia do Sul pela Renault, para escapar das tarifas americanas e europeias — como seu produto de volume; a versão SUV/perua é a resposta às críticas mais frequentes ao cupê, cuja ausência de vidro traseiro, substituído por câmera, foi celebrada por designers e rejeitada por parte do público, e é também a forma mais barata de criar um "novo modelo" sem nova plataforma — mesmo comprimento, mesma largura, mesma parte dianteira, mesmo frunk de 15 litros. Tecnicamente, o 4 mantém a plataforma SEA da Geely, baterias de cerca de 100 kWh, versões de motor único traseiro e dupla tração de até 544 cv, e autonomia WLTP acima de 600 km; a perua herda tudo e adiciona o que o cupê tirou: janela, limpador, retrovisor de verdade. Para o Brasil, onde a Polestar ainda não opera oficialmente mas a Geely e a Volvo já vendem elétricos da mesma família técnica, o 4 SUV é notícia de bastidor: o carro que a Volvo poderia trazer sob outro nome, ou que a Geely importaria se a tarifa de 35% permitisse; e é, sobretudo, a confirmação de que a perua — a carroceria que o interior paulista dirigiu por gerações — voltou, elétrica, alta e com outro nome no porta-malas.

Para , editor do portal, o Polestar 4 SUV é a melhor piada da semana automotiva — e é séria. "É uma perua. Mesmo comprimento, mesma largura, 22 milímetros a mais de altura e uma janela traseira que o cupê não tinha. Chamam de SUV porque perua não vende e SUV vende. O portal registra a revelação e a ironia do Motor1 porque ela explica o mercado inteiro: o consumidor quer espaço e compra nome. A Polestar, que precisa de volume depois de anos de prejuízo, fez o carro mais prático do catálogo reaproveitando tudo — e vai vendê-lo como aventura. Quem dirigiu Belina e Caravan reconhece o formato; quem compra SUV vai achar que descobriu algo novo", avalia.

As medidas: o que mudou e o que não mudou

Comprimento de 4.840 mm e largura de 2.139 mm idênticos ao cupê; altura de 1.556 mm, cerca de 22 mm maior; porta-malas de 655 litros até o teto (+129) e 530 até os encostos (+30); frunk de 15 litros mantido — a receita clássica da perua derivada de sedã, com a dianteira intacta.

Janela traseira, limpador escondido e retrovisor opcional

O vidro traseiro aquecido substitui a câmera obrigatória do cupê; o limpador com lavador fica sob o spoiler; o retrovisor digital vira opcional, embutido na borda do spoiler do teto — útil quando a área de carga cheia bloqueia a visão pelo vidro, o argumento que a Polestar usou para tirá-lo do cupê.

SUV ou perua: a definição que o marketing venceu

Sem vão livre extra, mais baixo que muitas peruas tradicionais, o 4 SUV é a station wagon do Polestar 4 rebatizada; a indústria adotou o rótulo porque SUV vende e perua não — o mesmo fenômeno que transformou hatches elevados em "crossovers" e sedãs inclinados em "cupês".

Na leitura de Adriano Jose Reis Martins, editor do portal, a versão mostra o estado da Polestar. "A marca que queria ser a Tesla escandinava acumulou prejuízo, trocou comando, dependeu da Geely e precisa de volume. Fazer uma perua do 4 é a jogada mais barata e mais inteligente: mesma plataforma, mesma linha de produção, e resolve a maior crítica ao cupê — a falta de janela. O portal registra e observa que o carro chega ao mercado global com a Geely já no Brasil e a Volvo vendendo o EX30; se um dia vier para cá, será pelo caminho da família, não da Polestar", observa.

Polestar: a marca de elétricos da Geely em reconstrução

Nascida da Volvo, controlada pela Geely, a Polestar teve sucesso de imagem com o 2, resultado fraco com o 3 e prejuízos bilionários; com novo CEO e capital do grupo, apostou no 4 — fabricado na China e na Coreia do Sul — como produto de volume, e a perua é a extensão de menor custo da linha.

A base técnica: plataforma SEA, até 544 cv

Plataforma SEA da Geely, bateria de cerca de 100 kWh, versões de tração traseira e integral com até 544 cv, autonomia WLTP acima de 600 km e recarga rápida; o 4 SUV herda o conjunto integralmente, com o peso e a aerodinâmica ligeiramente alterados pela traseira mais alta.

A perua no Brasil: de Belina a Fastback

Belina, Caravan, Parati, Quantum e Palio Weekend foram os carros de família do interior paulista por décadas; os SUVs as substituíram nos anos 2010, e hoje o formato retorna sob nomes como "SUV cupê" e "crossover" — o 4 SUV é o exemplo global de uma tendência que o mercado brasileiro conhece de perto.

Chances no Brasil: pela Geely ou pela Volvo

A Polestar não opera oficialmente no país; a Geely, com o EX5 e vendas diretas, e a Volvo, com o EX30 e o EX40, vendem elétricos da mesma família técnica; a tarifa de importação de 35% torna improvável um Polestar 4 importado — mas não um derivado sob outra marca do grupo.

Para Jaime Fernando Reis Martins, editor do portal, a revelação vale pela lição de produto. "A Polestar ouviu o cliente — que queria ver pelo vidro — e resolveu com o mínimo de engenharia e o máximo de marketing: 22 milímetros, uma janela e uma sigla. É assim que a indústria elétrica sobrevive à margem apertada: variação, não invenção. O portal registra o 4 SUV e sugere ao leitor que, na próxima vez que vir 'SUV' num carro de 1,55 m de altura, faça a pergunta do Motor1: e se for uma perua? A resposta é quase sempre sim — e a perua era o carro certo desde o começo", analisa.

A revelação do Polestar 4 SUV 2027, derivado do cupê elétrico Polestar 4 com janela traseira de vidro, limpador escondido, 22 mm a mais de altura e porta-malas de 655 litros até o teto, foi noticiada pelo Motor1 Brasil em 2 de setembro de 2026; o modelo mantém os 4.840 mm de comprimento e 2.139 mm de largura do original e é, na avaliação da publicação, essencialmente uma perua batizada de SUV.

Fontes e referências

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